• Estação Romana da Quinta da Abicada

    Estação Romana da Quinta da Abicada

  • Monumentos Megalíticos de Alcalar - edifício tumular "Alcalar 7"

    Monumentos Megalíticos de Alcalar - edifício tumular "Alcalar 7"

  • Monumentos Megalíticos de Alcalar – interior do edifício tumular "Alcalar 7"

    Monumentos Megalíticos de Alcalar – interior do edifício tumular "Alcalar 7"

  • Monumentos Megalíticos de Alcalar – "Um dia na pré-história"

    Monumentos Megalíticos de Alcalar – "Um dia na pré-história"

  • Castelo de Aljezur – Torre semi-cilindrica

    Castelo de Aljezur – Torre semi-cilindrica

  • Castelo de Aljezur – Muralha e acesso

    Castelo de Aljezur – Muralha e acesso

  • Ermida de N.S. de Guadalupe e Casa rural

    Ermida de N.S. de Guadalupe e Casa rural

  • Panorâmica da exposição no interior da Casa rural

    Panorâmica da exposição no interior da Casa rural

  • Castelo de Loulé – "Música nos Monumentos"

    Castelo de Loulé – "Música nos Monumentos"

  • Torreões do Castelo de Loulé

    Torreões do Castelo de Loulé

  • Ruínas Romanas de Milreu – Casa rural

    Ruínas Romanas de Milreu – Casa rural

  • Ruínas Romanas de Milreu – Pormenor de mosaico

    Ruínas Romanas de Milreu – Pormenor de mosaico

  • Castelo de Paderne

    Castelo de Paderne

  • Castelo de Paderne – Ruína da Ermida de N.S. da Assunção

    Castelo de Paderne – Ruína da Ermida de N.S. da Assunção

  • Ruína da Ermida de N.S. da Assunção - "Música nos Monumentos"

    Ruína da Ermida de N.S. da Assunção - "Música nos Monumentos"

  • Fortaleza e Promontório de Sagres

    Fortaleza e Promontório de Sagres

  • Capela de N.S. da Graça – "Música nos Monumentos"

    Capela de N.S. da Graça – "Música nos Monumentos"

Monumentos do Algarve Bons Momentos Promontório de Sagres Prémio Regional Maria Veleda Património Cultural Imaterial Portal Cultura Portugal

Em Destaque

FolequestraFOLEQUESTRA

A Fortaleza de Sagres recebe o projeto “Folequestra”, no próximo dia 28 de Julho, às 18 horas.

“Folequestra” traz-nos algo de novo: é o talento aliado à juventude, boa disposição, modernidade do acordeão e a versatilidade dos seus elementos. De repente vemos acordeonistas transformarem-se em percussionistas, cantores e dançarinos. Uma abordagem ao fado, tango e clássicos imortais, incluindo a exploração de autores algarvios

Dirigida pelo Prof. Nelson Conceição, compositor premiado internacionalmente e autor de arranjos, este agrupamento tem vindo a alcançar notoriedade, sendo o primeiro grupo de acordeões a vencer o Troféu Nacional de Acordeão na categoria de Orquestra de Excelência.

Pretende-se com este projeto aproveitar a nova dinâmica da prática do acordeão, criando um espetáculo musical em que este instrumento está presente mas com novas abordagens à música portuguesa, passando pelo jazz ou tango, com momentos de virtuosismo e com traços das nossas raízes, misturando-se com outros instrumentos como a guitarra clássica, contrabaixo, percussões e vozes, trazendo assim novas sonoridades.

Folequestra é uma iniciativa promovida pela AGAL – Associação Grupo de Amigos de Loulé – integrada no DiVaM – Dinamização e Valorização dos Monumentos – programa cultural da Direção Regional de Cultura do Algarve.

Contactos:

Direção Regional de Cultura do Algarve

geral@cultalg.gov.pt

Telef. 289 896070

_________________________________________

Fortaleza de Sagres

fortaleza.sagres@cultalg.gov.pt

Telf. 282 620 140

Gastão-CruzMedalha de Mérito Cultural a Gastão Cruz

A Medalha de Mérito Cultural a Gastão Cruz será entregue pelo Ministro da Cultura no dia 4 de agosto, no âmbito da realização da 3.ª edição do FLIQ – Festival Literário Internacional de Querença , que integra este ano uma homenagem ao escritor.

Gastão Cruz nasceu em Faro, a 20 de Julho de 1941. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A poesia acompanhou-o desde muito novo, datando do período em que esteve na faculdade o início da sua colaboração em diversos jornais e revistas, com poemas e artigos sobre poesia. Cite-se, a título de exemplo, os Cadernos do Meio-Dia, publicados em Faro, sob a direção de António Ramos Rosa e de Casimiro de Brito.

Nessa época, colaborou também na publicação coletiva Poesia 61, título que reuniu Casimiro de Brito, Luísa Neto Jorge, Maria Teresa Horta e Fiama Hasse Pais Brandão, com quem foi casado.

Ainda nos tempos da universidade, Gastão Cruz participou ativamente nas greves académicas de 1962 e foi um dos organizadores da Antologia de Poesia Universitária (1964).

Gastão Cruz tem desempenhado desde então um importante papel na divulgação, promoção e crítica da poesia e da literatura em geral, bem como do teatro e da música, tendo reunido, pela primeira vez, os seus ensaios sobre poesia em 1973, no livro A Poesia Portuguesa Hoje.

A Vida da Poesia – textos críticos reunidos (Assírio & Alvim, 2008) constitui a mais recente recolha de todo o seu trabalho.

Foi, em 1975, um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje (posteriormente fixado no Teatro da Graça), que dirigiu e/ou codirigiu e para o qual encenou peças de Crommelynck, Tchekov e Strindberg, assim como uma adaptação do romance Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira.

Traduziu poetas como William Blake (Doze Canções de Blake. O Oiro do Dia, 1980), Jean Cocteau (O Filho do Ar, Relógio d’Água,1998), Jude Stéfan e Sandro Penna, assim como peças de Shakespeare (O Conto de Inverno, Relógio D’Água, 1994) e Strindberg (O Pelicano, Relógio D’Água, 1993), entre outros.

Entre 1980 e 1986, viveu em Londres, onde foi leitor de português no King’s College, Universiy of London.

É um dos diretores da Fundação Luís Miguel Nava e da revista de poesia Relâmpago, publicação editada pela referida fundação.

Autor de uma obra muito diversa, publicou, entre outros, os títulos A Morte Percutiva (1961), A Poesia Portuguesa Hoje (1973), Campânula (1978), Órgão de Luzes (1990), Transe – Antologia 1960-1990 (1992), As Pedras Negras (1995), Poesia Reunida (1999), Crateras (2000), obra que recebeu o Prémio D. Dinis, naquele ano.

Além do Prémio D. Dinis, o autor tem visto a sua obra amplamente reconhecida e premiada, tendo também já recebido as seguintes distinções: Prémio do PEN Clube Português de Poesia, nos anos de 1985, 2007 e 2014 (pelas obras O Pianista, A Moeda do Tempo e Fogo), o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT, em 2002 (pela obra Rua de Portugal), o Grande Prémio de Literatura DST, em 2005 (pela obra Repercussão), o Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Casino da Póvoa, em 2009 (pela obra A Moeda do Tempo).

Em 2013, a Fundação Inês de Castro, de Coimbra, prestou-lhe homenagem, com o Prémio Tributo de Consagração. O Prémio de Tradução da Casa da América Latina foi-lhe atribuído em 2015, pela tradução do livro Troco a Minha Vida por Candeeiros Velhos (Abysmo) do poeta colombiano León de Greiff. Traduziu igualmente os poemas do poeta colombiano Porfirio Barba-Jacob, incluídos na antologia bilingue Todos os Sonhos do Mundo (Fernando Pessoa/Porfirio Barba Jacob), Tragaluz Editores, Medellín, 2012.

A sua poesia foi reunida no volume Os Poemas (Assírio & Alvim, 2009). Em 2010, 2011, 2013, 2015 e 2017 publicou, respetivamente, os livros de poemas Escarpas, Observação do Verão, Fogo, Óxido e Existência.

Assim, em reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada à poesia, à produção literária e à escrita, difundindo amplamente a Língua e a Cultura portuguesas, ao longo de mais de cinquenta anos, entende o Governo Português prestar pública homenagem ao escritor GASTÃO CRUZ, concedendo-lhe a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL.

Associação Cultural O Espaço do TempoNOTA DE CONGRATULAÇÃO

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, congratula a Associação Cultural O Espaço do Tempo e o seu fundador, Rui Horta, pelo Prémio Gulbenkian 2018 na área do Conhecimento.

Sedeada em Montemor-o-Novo no Convento da Saudação e criada há 18 anos, a associação O Espaço do Tempo tem desenvolvido um trabalho de impacto local e de forte ligação à comunidade, usando a cultura como ferramenta fundamental de desenvolvimento e crescimento das valências do território e das suas comunidades. Ao longo dos anos, também se afirmou como um importante centro de residência e experimentação internacional, acolhendo anualmente centenas de artistas e contribuindo para a dinamização do setor cultural e dos seus públicos, através do cruzamento entre cultura, investigação e educação.

A distinção agora atribuída reconhece o trabalho da estrutura na área da Cultura e, de forma mais ampla, na área do Conhecimento.

O Prémio Gulbenkian 2018 será formalmente entregue dia 20 de Julho.

20 julho, 2018

Luís Filipe de Castro Mendes

Entrada Fortaleza de SagresABERTO PROCEDIMENTO CONCURSAL

Preenchimento de 4 (quatro) postos de trabalho na modalidade de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, na carreira e categoria de assistente técnico, área de vigilância, receção e atendimento de visitantes, bilheteira, loja, apoio a atividades culturais e educativas, para monumentos afetos à Direção Regional de Cultura do Algarve: Fortaleza de Sagres e Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe (Vila do Bispo)

Aviso n.º 9573/2018 - Diário da República n.º 136/2018, Série II de 2018-07-17

Monumentos afetos à Direção Regional de Cultura do Algarve aumentam em número de visitantes no primeiro semestre de 2018

Fortaleza de Sagres - Pano de muralha

No conjunto dos monumentos afetos à Direção Regional de Cultura do Algarve com controle de entradas - Fortaleza de Sagres, Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, Monumentos Megalíticos de Alcalar e Ruínas Romanas de Milreu, verificou-se um aumento no número de visitantes no primeiro semestre de 2018.

O primeiro semestre deste ano, de 168.033 visitantes do ano anterior passou para 197.142, correspondendo a um aumento global de 17,32%.

A afluência de visitantes nos diferentes monumentos não é simétrica, quando comparada com o ano anterior. Em alguns imóveis a tendência verificada foi de manutenção ou ligeira redução em relação aos valores do ano passado, mas mais uma vez foi na Fortaleza de Sagres que se verificou o crescimento mais expressivo, contribuindo para os valores globais alcançados.

A nível global, e à semelhança dos anos anteriores, são os estrangeiros quem mais afluem, numa percentagem 87,64% contra 12,36% de nacionais. Esta tendência foi contrariada nos Monumentos Megalíticos de Alcalar em que o número de nacionais representou 54,84% das visitas, superando os estrangeiros com 45,16%.

A Direção Regional de Cultura do Algarve continuará o seu trabalho para a preservação e fruição de todos os monumentos que lhe estão afetos, como forma de promover a identidade da Região e do País.

Prémio Regional Mara VeledaA apresentação de candidaturas ao Prémio Regional “Maria Veleda” | 2018 decorre até 15 de setembro.

 

Toda a informação aqui

Fortaleza de SagresNova Agenda Europeia para a Cultura

A Comissão Europeia comunicou em 22 de maio de 2018 para o Parlamento Europeu, para o Conselho Europeu e da Europa, para o Conselho Económico e Social, e para o Comité das Regiões, sobre a necessidade de aumentar a consciência social e a importância económica do Património Cultural.

No texto de suporte desta comunicação reconhece a existência de várias crises financeiras no seio da Europa, o aumento das desigualdades sociais, a diversidade populacional, os populismos, a radicalização e as ameaças terroristas em curso.

O documento evidencia a forma como as novas tecnologias e a comunicação digital estão a transformar as sociedades, os estilos de vida, os padrões de consumo e as relações de poder, dentro das cadeias de valor económico.

Neste panorama de mudança, a cultura é assumida como mais importante do que nunca. A cultura pode ser a ponte de união e de enraizamento das comunidades. Mas um número emerge como muito preocupante: 1/3 dos europeus em 2017 não participava em nenhuma actividade cultural.

Este facto assustador deixa um enorme espaço para aumentar a participação das pessoas na cultura, todavia, a fragmentação do mercado, o acesso insuficiente a financiamentos, as condições contratuais, que caracterizam como de enorme incerteza, são reconhecidas no texto como condicionantes fortes para o desenvolvimento do sector cultural e para os seus profissionais.

Uma Nova Agenda e um Plano de Ação

A nova agenda proposta espera desenvolver sinergias entre cultura e educação, mas também contribuir para criar oportunidades na relação com o sector criativo e na dimensão digital. Os objectivos e ações descritas incluem três dimensões: a social (alargamento das atividades culturais para todos, encorajamento da mobilidade dos profissionais, proteção e promoção do património cultural como recurso partilhado); a económica (educação, inovação, emprego e crescimento); e a externa (fortalecimento e aproximação internacional através de laços culturais).

A participação da sociedade civil neste processo de “diálogo com a cultura e o património” é a mensagem final que se deseja concretizar através de Fóruns Europeus da Cultura, procurando assim uma nova abordagem e uma visão holística e integradora, que se espera que aconteça. Conclui-se então, que a cultura transforma e que a participação cultural une as pessoas.

Alexandra Rodrigues Gonçalves
(Directora Regional de Cultura do Algarve)

(Artigo publicado no Caderno Cultura.Sul de Junho)

 

 

Cartaz

DGARTESv apoio aprojetosmaio2018DGARTES ABRE CANDIDATURAS PARA "PROGRAMA DE APOIO A PROJETOS

Estão abertas as candidaturas para o "Programa de Apoio a Projetos - Procedimento Simplificado", a decorrer entre 18 de maio e 30 de setembro de 2018*, nos domínios da circulação nacional, edição, formação, internacionalização e investigação. Este programa, com um montante financeiro global disponível de €116.000,00, destina-se ao apoio de projetos desenvolvidos em território nacional e internacional, na área das artes performativas (circo contemporâneo e artes de rua, dança, música e teatro), na área das artes visuais (arquitetura, artes plásticas, design, fotografia, e novos media) e na área de cruzamento disciplinar.

Podem candidatar-se pessoas coletivas de direito privado com sede em Portugal, pessoas singulares com domicílio fiscal em Portugal e grupos informais, desde que nomeiem como seu representante uma pessoa singular ou coletiva com domicílio ou sede fiscal em Portugal, que aqui exerçam a título predominante atividades profissionais numa ou mais das áreas artísticas acima referidas, com exceção das entidades beneficiárias de apoio sustentado.

Ao nível do âmbito temporal dos projetos a candidatar, estes devem ser calendarizados entre 30 úteis após a submissão da candidatura e 31 de dezembro.

Relativamente ao montante a atribuir por candidatura, este corresponderá ao valor solicitado, considerando os seguintes limites: montante mínimo de 400,00 € (quatrocentos euros) e montante máximo de 4.000,00 € (quatro mil euros).

Contribuir para a diversidade da oferta artística no território nacional e dinamizar a internacionalização das artes e da cultura portuguesa, são alguns dos objetivos artísticos e de interesse público que se pretende alcançar.

Os interessados em candidatar-se, poderão encontrar, no Balcão Artes, todas as informações necessárias, incluindo a legislação aplicável, o formulário de candidatura, materiais de apoio ao candidato e contactos para esclarecimento de dúvidas.

A Direção-Geral das Artes tornou público na passada sexta-feira, dia 18 de maio, através do Aviso N.º 6717-A/2018, a abertura do procedimento para a apresentação de candidaturas no âmbito do Programa de Apoio a Projetos – Procedimento Simplificado, previsto no Decreto-Lei n.º 103/2017 de 24 de agosto (Regime de Atribuição de Apoios Financeiros do Estado às Artes) e na Portaria n.º 301/2017, de 16 de outubro (Regulamento dos Programas Apoio às Artes). [aqui]

Museus de Faro e LouléMuseus do Algarve mais uma vez distinguidos nos Prémios APOM 2018

A Direção Regional de Cultura do Algarve congratula-se e demonstra a sua satisfação com a distinção dos Museus Municipais de Faro e de Loulé, nos prémios da APOM (Associação Portuguesa de Museologia) deste ano.

Nas 26 categorias de prémios consagrados pela Associação, o Museu Municipal de Faro foi distinguido no Prémio Transporte de Património, e o Museu Municipal de Loulé, nos Prémios de Educação e Mediação Cultural, de Parceria e no de Catálogo. No caso do Museu Municipal de Loulé os dois prémios comungam da colaboração direta do Museu Nacional de Arqueologia, sob tutela da Direção Geral do Património Cultural.

Dar a conhecer e distinguir as boas práticas é uma forma fundamental para sensibilizar o aparecimento de novas propostas e para criar referências positivas no sector, e no território onde se inserem.

Reconhecem-se desta forma os esforços de difusão e desenvolvimento cultural destes importantes equipamentos no nosso território e na relação que procuram diariamente promover com as suas diferentes comunidades de visitantes.

Certamente que este resultado tem muitas pessoas e colaboradores envolvidos, para quem também fica a nossa palavra de apreço.

É um compromisso e um desafio de todos melhorar o acesso à cultura, aos museus e às colecções junto dos diferentes visitantes, pelo que, é fundamental esta partilha de boas notícias.

Há assim várias razões para celebrar e reforçar esta nota de congratulação com os prémios alcançados.

 

Alexandra Rodrigues Gonçalves

Direção Regional de Cultura do Algarve

28.05.2018

Nota de pesar

Pedro Morais

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, lamenta profundamente a morte de Pedro Morais.

Artista plástico e professor, Pedro Morais nasceu em Lisboa em 1944 e dedicou a sua vida à arte e ao ensino. Viveu em Paris nos anos 1960, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e, em 1977, já em Portugal, foi professor na Escola António Arroio. Entre 1979 e 1994, fundou e dirigiu o Atelier Livre, projeto de ensino artístico que marcou os seus alunos e se tornou referência como espaço de discussão livre e partilhada, inspirando uma geração de artistas.

Usou a pintura, a escultura, o desenho e o som para questionar e interpelar, dando atenção ao detalhe. Na sua exposição “Nudez – uma invariante”, que ocupou o Pavilhão Branco em Lisboa em janeiro deste ano, refletiu sobre o carácter impermanente da existência, num projeto dedicado a Leonardo da Vinci e a Marcel Duchamp.

Pedro Morais foi um dos nomes mais influentes da arte portuguesa atual, trabalhando nos bastidores e impulsionando o trabalho de várias gerações de artistas, inspirando-os a encontrar o seu próprio caminho.

À Família, enviam-se sentidas condolências.

9 julho, 2018
Luís Filipe de Castro Mendes

 mosaico do deus Oceano O mosaico do deus Oceano,  pertencente ao acervo do Museu Municipal de Faro, é classificado como Tesouro Nacional

Decreto n.º 9/2018 de 18 de maio

O mosaico do deus Oceano (cidade de Ossonoba/Faro), datável de finais do século II d.C. ou início do século III d.C., foi muito provavelmente produzido por oficina itinerante, de mosaístas de origem africana (Tunísia, Marrocos ou Líbia). Com as dimensões de 940 × 240 cm, o mosaico é formado por tesselas de calcário, xisto, rochas vulcânicas e vidros policromos, em tons de preto, branco, vermelho, ocre amarelo, azul, rosa e cinzento, segundo a técnica do opus tessellatum. O mosaico é composto por quatro painéis justapostos, de modo a formar uma composição retangular dominada por motivos geométricos (peltas, hexágonos, quadrados, triângulos e nós -de -Salomão), onde pontuam elementos fitomórficos formando tapete, delimitado em todo o seu perímetro por cercadura denteada bicromática entre duas bandas lisas, que seria originalmente antecedida por delicados enrolamentos em friso de 20 cm de largo, de que apenas resta uma pequena secção. O painel central corresponde a um quadrado linear, dentro do qual se inscreve um medalhão circular contendo a máscara ou cabeça do deus Oceanus, originalmente circundado pelos quatro Ventos, dos quais restam apenas dois bustos, afrontados, na parte superior. Os restantes painéis formam um extenso tapete dominado por composição ortogonal de hexágonos tangentes por dois vértices, definindo quadrados e estrelas de quatro pontas, dentro dos quais se inscrevem vinte e nove florões compósitos, distintos e individualizados. Este exemplar da arte musiva romana foi exumado em abril de 1976, em contexto de escavação arqueológica de emergência despoletada por obras públicas de saneamento levadas a cabo na esquina das Ruas Infante D. Henrique e Ventura Coelho, em Faro. Atualmente encontra -se incorporado no acervo do Museu Municipal de Faro. A classificação, nos termos dos n.os 1 a 3 do artigo 3.º do Decreto -Lei n.º 148/2015, de 4 de agosto, do mosaico romano acima identificado, tem em conta os critérios constantes do artigo 16.º do mesmo diploma, relativos ao interesse do bem como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico ou material intrínseco, à extensão do bem e o que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva e à sua importância na perspetiva da investigação histórica e científica. Nos termos do artigo 17.º do Decreto -Lei n.º 148/2015, de 4 de agosto, foi obtido o parecer favorável da Secção dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial do Conselho Nacional de Cultura, bem como foram cumpridos os procedimentos de audiência prévia, previstos no artigo 20.º do mesmo diploma, de acordo com o disposto no Código do Procedimento Administrativo.Assim: Ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, e no n.º 1 do artigo 23.º do Decreto -Lei n.º 148/2015, de 4 de agosto, e nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo único

Classificação

É classificado como bem móvel de interesse nacional, designado Tesouro Nacional, o mosaico romano do deus Oceano (cidade de Ossonoba/Faro), pertencente ao acervo do Museu Municipal de Faro.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 3 de maio de 2018. — Maria Manuel de Lemos Leitão Marques — Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes. Assinado em 9 de maio de 2018. Publique -se. O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA. Referendado em 14 de maio de 2018. O Primeiro -Ministro, António Luís Santos da Costa

Alcalar MonumentoDiVaM 2018, porque o Património do Algarve ‘mais do que vale a pena’

O Programa de Dinamização e Valorização dos Monumentos (DiVaM) da Direção Regional de Cultura do Algarve reabriu a 14 de abril passado, com a obra de salvaguarda e valorização em Alcalar e do seu monumento 9. O contexto arqueológico dos Monumentos Megalíticos de Alcalar, em particular do Monumento 9, teve escavações arqueológicas no ano 2010 e conhece um novo momento de valorização.

Património – Que futuro?

O reconhecimento público da importância global do património cultural é quase sempre determinado por decisões oficiais dos organismos de tutela, sem que aconteça uma verdadeira apropriação ou tomada de consciência da maioria da comunidade, em relação aos seus significados. Pelo que, neste Ano Europeu do Património Cultural, o tema determinado para a 5ª edição do DiVaM é: Património – Que futuro? [ Postal - Cultura.Sul ] 

Monumentos do Algarve ganham vida com mais uma edição do DiVaM

FotoArrancou, no dia 14 de abril, nos Monumentos Megalíticos de Alcalar, a quinta edição do DiVaM, programa de dinamização e valorização dos monumentos afetos à Direção Regional de Cultura do Algarve que contempla ainda o Castelo de Aljezur, a Fortaleza de Sagres, a Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, o Castelo de Paderne, o Castelo de Loulé e as Ruínas Romanas de Milreu. Em Ano Europeu do Património Cultural, o tema escolhido foi «Património – Que Futuro?» e o objetivo é que os visitantes dos lugares-património sob gestão da DRCAlg retirem algum valor pessoal, educativo, histórico, social e até económico dessa experiência. “A intenção é que os nossos monumentos sejam mais do que testemunhos da história de um povo, mas que sejam espaços onde acontece cultura, associada ao próprio lugar e às novas tendências culturais que se transmitem de geração em geração. São cinco anos de uma programação que não é nossa, da DRCAlg, mas sim das associações culturais que se candidatam, que apresentam as suas propostas, dentro das diferentes temáticas anuais”, sublinha Alexandra Gonçalves.

Leia a entrevista completa em:
https://algarveinformativo.blogspot.pt/2018/05/monumentos-do-algarve-ganham-vida-com.html
 

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